terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Europa: Mais barato?!

Quando conversávamos com a Ana e o Paulo, via skype, e eles nos diziam que as coisas eram baratas por aqui, confesso que tive minhas dúvidas. É claro que nós, enquanto turistas, ou seja, um euro valendo mais ou menos R$ 2,50, nosso dinheiro é um pouco mais limitado. Mas, para o cara que trabalha aqui e ganha em euro, é muito legal.

É óbvio que é se quiser coisas muito caras, elas existem também. Mas nossa experiência, indo a um mercado, foi muito interessante. É inevitável comparar os preços - vamos pensar como quem vive aqui: Além de muitas marcas e produtos diferentes, como latinha de Jack Daniels com coca, por 1,99 euros, encontrei Johnnie Walker por 8 euros, Batata Pringles por 1,90, Pão italiano, 2 euros; Nutella, 1,50 euros, fardo com 6 garrafas de 2L (ou seja, 12L) de água com gás, por 1,50; chocolates deliciosos por 1 euro e Coca-cola 2L por 3,00.

Resolvemos então fazer uma noite de queijos e vinhos. Comparando com a mesma quantidade, aí não compramos um Camembert por menos de R$ 20,00; Gorgonzola por menos de 10,00; Brie por 15,00, por exemplo. Fizemos essa linda bandeja de queijos, incluindo ainda parmesão, emmental e provolone, tudo, por R$ 15,00.

Agora acreditamos neles. ;P

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sacra di San Michele

Visitamos este fantástico mosteiro construído por volta do ano 900 no alto do Monte Pirchiriano. Um dos afrescos data de três anos depois da "descoberta" do Brasil.

Uma das coisas mais impressionantes foram as grandes tumbas em pedra dos padres que viveram lá há séculos.

Ela fica numa altura de aprox. 1000 metros

Arquitetura extraordinária

Parte foi destruída na 2a Guerra

Tumba do abade Guglielmo, do século XIV

O altar

Chegada 3


Eu, Lucca, junto com a Myrella e o Gabriel, fomos pela primeira vez num voo internacional e vou contar como foi.

Como já devem ter ouvido falar a respeito, o avião é grande e bastante confortável. A comida é boa também, mas achei o s
anduíche um pouco gorduroso.

Houve coisas que os aeromoços e aeromoças distribuiram, como copos de água, uma bolsa com objetos de higiene pessoal e lenços de papel umidecido. Havia também televisões localizadas nas poltronas da frente, onde disponibilizaram filmes, jogos, séries de tv, música e o mapa do trajeto.

Quando chegamos em Torino o tempo parecia mudado, o clima era seco e frio e com 3 horas de diferença pra o horário do Brasil, que estávamos acostumados.

Agora é aproveitar a viagem!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Chegada 2



Essa viagem não começou quando começou (dãã) Como o Gabriel agora é cidadão europeu (Che chic!) ele tem livre entrada para qualquer país da União Europeia. Mas eu, mera brasileira, precisaria passar bonita pela imigração, para dar tudo certo. Pesquisamos muito, mas muito mesmo. No dia da viagem eu tinha duas pastas cheias de documentos para comprovar a minha "boa intenção". Ah, também estava indo com a gente, o Lucca, filho do Paulo, e nessa eu estava como responsável legal por ele, o que significa que além de comprovante de passagem de volta (comprovando que eu ia mesmo ficar só um mês), dinheiro e cartão de crédito internacional (pra provar que eu tinha “bufunfa”) e carta convite atestando que teríamos onde ficar; eu tinha toda a documentação de autorização de viagem, dos pais, do juiz e até a benção de Deus, se bobear. A ideia era não marcar toca e correr o risco de ter que gentilmente voltar.

No aeroporto do Rio de Janeiro, depois de passar pela polícia federal e ter o passaporte carimbado, com autorização de viagem, fomos abordados por uma simpática moça, que perguntou para onde íamos já nos direcionando para um stand, no meio da sala de espera, e se possuímos o seguro saúde obrigatório. Nos quatro meses que antecederam essa viagem, já tínhamos lido muito sobre os requisitos para entrar legalmente na UE, o o item seguro saúde aparecia como não obrigatório para a Itália, então tava susse no musse, tranquilo no quilo, leve na neve (aqui essa expressão faz muito mais sentido hehe). Eis que a garota, nos "convenceu”a fazer a p* do seguro – que saiu baratinho – R$ 600,00. por cabeça, oO Mas era isso, ou correr o risco de não entrar... Va bene...

Entraríamos por Madri e já sabíamos que lá o negócio seria punk, mas “graças” a TAM, acabamos indo para Paris (ahh, Paris...) Eu tava nervosa, e até pedi para o Gabriel ficar junto, porque certamente meu inglês ia falhar devido à tensão. Quando me chamaram, coloquei no balcão os nossos dois passaportes, (meu e do Lucca) e junto, pra poupar explicação, a autorização de viagem do menino. O cara pegou os passaportes, sequer olhou na nossa cara, carimbou a entrada e SÓ! Ele nem se deu ao trabalho de estender o braço e pegar aquele papel pra saber o que estava escrito nele.

Não preciso nem dizer que isso me deixou enfurecida com aquela empresa manipuladora (que agora lendo o contrato descobri que assinei um papel que diz "atesto que não fui coagido a aceitar este documento” - se enrolássemos muito, podíamos perder o voo, não deu tempo pra ler), que fez a nossa cabeça e nos fez gastar uma grana, com o bendito seguro saúde. Depois, só bem depois é que eu fiquei feliz por não terem perguntado nada. Imagina se eles descobrem que eu sou uma traficante de caipirinha. Brincadeira.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Chegada


A nossa jornada para Turim (que nos acostumamos de chamar de Torino):

A viagem começou curtindo a prévia do caos aéreo já tradicional no nosso Brasil varonil. Com o atraso de uma conexão, toda a viagem foi reprogramada. Ao invés de Fpolis-SP-Madrid-Turim, nosso trajeto foi Fpolis-RJ-Paris-Turim, com muitas, MUITAS horas de diferença. Mas deu tudo certo.

* entra trilha do programa Amaury Júnior *

Para mim ficou marcado o sobrevoo sobre o continente europeu. A costa portuguesa, um bocado de nuvens (que nos impediu de ver qualquer vestígio de Espanha) e a França. Conforme o avião ia descendo, não entendia por que aquele país estava repleto de áreas com um solo claro. Tudo recoberto de areia? Para quem sentiu o calor do Rio, levou alguns minutos até entender que aquilo tudo era neve.

* corta trilha com fade-out lento *

Corrida no Charles de Gaulle, o aeroporto parisiense. Muitos pedidos de informação depois pegamos o último voo até o destino.

Chegamos em Torino à noite, estava escuro e bem frio. Deixamos as coisas no apartamento e saímos para comer algo. Por que a primeira refeição em solo italiano não haveria de ser uma pizza? E assim foi. Uma pizza para cada um. Mas sabe a sua cabeça? Então, a pizza tem duas vezes o tamanho dela. É, uma pizza tamanho grande pra cada um, e muito boa.

E de barriga cheia, exaustos e felizes, caímos na cama.